Responda, qual a sua relação com experiências? Você costuma experimentar coisas novas ou mantém a vida no comum? Se você vive o comum, pense quem criou esse estilo de vida, você ou alguém te formatou para viver assim?

Ainda que sua relação com as experiências seja pouca e que você prefira manter sua vida no básico, acredite em mim, experimentar é algo extremamente necessário.

Vamos refletir juntos, imagine quanto tempo você tem para aprender, conhecer e saber o mínimo do mundo? Se você pensa que até os 50, 60 ou 70 você tem muito tempo para conhecer muitas coisas, acredite você pensou errado.

Quando falo em aprender, saber e conhecer o “mínimo” do mundo, é porque o mundo é muito grande e não há a menor possibilidade de conhecê-lo todo em uma única vida, se levarmos em conta que uma vida dura em média 75 anos. Tenha total certeza de que não conheceremos tudo.

Mas não me interpretem mal, quando eu falo em experimentar, quero dizer, buscar tudo que você tem por perto, pois ideias surgem quando menos esperamos, nos lugares mais inesperados e com as companhias mais inesperadas.

Não espere que alguém vá soprar na sua cabeça uma ideia, ou até vai, mas não espere isso, viva sua vida, conheça pessoas, lugares, modos de vida, religiões e hábitos diferentes, pois uma ideia boa pode surgir inclusive através da melhoria de uma que já existe.

As experiências geram novos pensamentos e novas respostas para problemas que você pode estar tentando resolver há algum tempo. Escreva um ou mais problemas que você esteja tendo. O que te trava? Você consegue pensar em uma alternativa? Explorar alternativas e manter saídas de emergências das situações rotineiras da vida, demandam muito de nós.

Você já ouviu a expressão “pensar fora da caixa”? Você precisa aprender a pensar fora da caixa. O que pode te estimular a pensar diferente? Nenhuma ideia? Assista uma série ou filme de temática diferente do que você costuma fazer, leia um livro diferente do que você costuma fazer, até uma música diferente.

Parece loucura, mas quando se fala em ideias, acredite há problemas similares em diversos lugares, mas devido a diferença entre esses lugares as soluções são diversas. Pode ser que ao assistir um filme mexicano, você consiga encontrar a solução para um problema que você tem aqui no Brasil e detalhe, podem achar sua ideia genial.

É através destas novas perguntas, pensamentos, respostas, problemas e soluções que se começa a busca pela melhor forma de desenvolver ideias interessantes, que podem nos ajudar e ajudar os outros.

O grande vilão das experiências é o medo, assim, para experimentar algo é necessário perder o medo. Ele funciona como uma trava, impedindo que você saia da sua zona de conforto, atrapalhando assim o desenvolvimento de novas habilidades e hábitos, ou situações que buscamos quando experimentamos algo, ou seja, lute sempre contra o medo e contra a zona de conforto.

E essa trava funciona das formas mais traiçoeiras, por exemplo, “não quero aprender a investir, isso não é pra mim” (pensa comigo, quem definiu que não é pra você?); “ah, esse filme é nacional, será que é bom?” (só filmes estrangeiros tem qualidade? como que o cinema nacional ganha prêmios em grandes festivais direto?); “música indiana? Ah, eu só gosto de sertanejo” (sério que você vai manter apenas um tipo de música para o resto da vida? Ouviu um funk e não gostou, quer dizer que todos são ruins? Cuidado com o que o seu cérebro é capaz de fazer)

O nome já diz, experiência, ou seja, um teste, ninguém está te obrigando ou querendo que você transforme a experiência em hábito.

É claro que você, e apenas você, pode tomar a decisão de transformar a experiência em um hábito e caso isso aconteça, a única conclusão que chegamos é que a experiência de alguma forma foi proveitosa e trouxe algo novo para sua vida, que você poderá aproveitar das mais diversas formas.

Imagem por Anja🤗#helpinghands #solidarity#stays healthy🙏 de Pixabay